quarta-feira, 12 de novembro de 2008

(Re)começar

É um clichê o título da postagem de hoje, mas como sou adepta da inconstância, do estilo moderno ao demodê, me permito ser e escrever o que quero. Penso que todos temos seus dias bons e ruins...alguns melhores, outros piores....tem aqueles dias de exorcismo puro também, que no final você pensa: "Porque acordei hoje?!". Bem, eu tive uma noite reveladora, exorcizei alguns medos que há muito estavam guardados, consegui enxergar minha vida como espectadora e corrigir os aspectos em que a "minha direção" estava falha. E esse empurrão veio de onde eu simplesmente menos esperava, ou melhor, não esperava!! Hoje o dia amanheceu ensolarado, voltei à velha forma...pensando pra frente, voltando a sorrir...
Pra compor com isso, encontrei uma poesia que escrevi em outubro de 1993..."perdonarme por la simplicidad"....mas é verdadeiro.


Fim

Um dia eu parei,
Vi que minha vida não valera a pena
O ódio dominava meus pensamentos
O ódio por não ter lutado, por ter sido vulnerável ao que os outros me impunham
Era tarde, tentei lutar e não consegui.
Por que?
Chorei...sofri.
De que adiantou manter a farça, o teatro?
A peça não teve final feliz,
O público aplaudiu mas foi embora.
Ficou frio, o zéfiro tornou-se vendaval,
O amor em ódio
O início em fim.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Voltando a publicar...

Então....depois de muito tempo voltei a ter um espaço para publicar meus artigos e impressões...para tal escolhi um ensaio escrito em 2006....agora é deixar rolar!

“Não é a vontade de seguir as leis que faz com que as pessoas se comportem como espera a sociedade e, sim, o medo de serem punidas.”
Arq. Saint Clair Nickelle

Ensaio sobre Ética

Atualmente muito se tem debatido sobre ética e valores. São tantos os casos de má conduta perante a sociedade que o tema persiste. Em tempos de eleição o assunto torna-se ainda mais pungente, afrontando-nos diariamente.
Assim como a política, que exercemos mesmo que inconscientes todos os dias, a ética (ou falta dela) está em nós constantemente. O que causa espanto é o crescente descrédito dos valores morais, pois (não me perguntem quando) tornou-se moda ter vantagem sobre os outros, superfaturar uma obra, fazer um caixa dois... Entre outros tantos exemplos.
Na arquitetura, como nas demais profissões, o Código de Ética, passou por minuciosa revisão, na tentativa de adequá-lo às atuais demandas e à expansão das perspectivas futuras. Isto demonstra um progresso no que tange ao cumprimento das normas e a punição de irregularidades.
É claro, Códigos e Leis nunca serão garantia do cumprimento das obrigações éticas, precisamos agregar nossos valores morais, educação e, por que não, coragem. Sim, é preciso ter coragem para ser correto e idôneo, pois o profissional mau caráter age no impulso e na covardia sobre a fraqueza alheia.
Aproximando-me da conclusão do curso, passei a questionar que tipo de profissional pretendo ser, pois passados estes anos, ainda trago comigo o idealismo estudantil, agora não mais tão sonhador, mas ainda idealista, com anseios de fazer acontecer, revelar coisas ainda intactas, projetar, antes de qualquer coisa, sonhos...